publicado por nobilissimavisione | Quarta-feira, 14 Outubro , 2009, 14:56

Anda ao rubro a consciência nacional, ferida pelas diatribes de Maitê Proença. Esta assunto está a trazer ao de cima algumas das principais qualidades que caracterizam o povo português (se essa generalização fosse possível): a tolerância, a capacidade de auto-ironia e de reconhecer os seus próprios defeitos, a inteligência (na resposta às críticas), a generosidade...Vi a peça da actiz brasileira e achei-a divertida - e certeira nalguns aspectos -, sem ser nada de especial; tem uma parte escatológica q.b,. que nem todos apreciam, mas alguma coisa naquilo justifica estes disparates?


Espada de Assur a 14 de Outubro de 2009 às 16:13
Exm.º Sr. M. Sousa Tavares, escritor:

Não creio ser "provincianismo saloio" o que levou muitos portugueses a insurgirem-se contra a atitude da Sra. Maitê Proença. Não se trata também, disso estou convicto, de falta de sentido de humor português. Aliás, os portugueses troçam muito de si próprios, o que é uma forma inteligente de se resignarem com a choldra que Portugal foi e sempre será. O que aconteceu naquele vídeo foi provocação gratuita, ofensa deliberada aos portugueses e vilipêndio a um monumento nacional. Creio que, apesar de Portugal ser uma choldra, a verdade é que tem a felicidade de possuir um exemplo admirável de uma adaptação sui generis do gótico - o Manuelino - que é o Mosteiro dos Jerónimos. Se os Portugueses, pelo estado lastimável do seu país, até merecem uma provocação, acredito que, pelo contrário, os seus monumentos não merecem a mesma sorte. O referido mosteiro é, aliás, um dos poucos testemunhos de uma época em que Portugal, não sendo grande coisa, pelo menos teve algumas razões para esperar vir a ser.
De resto, a choldra brasileira é incomparavelmente maior que a choldra portuguesa. Não só pelo tamanho relativo dos dois países, mas porque a ignorância média dos brasileiros é significativamente superior à dos portugueses.

Compreendo que o Sr. Sousa Tavares procure sempre algum modo, por razões de protagonismo, de ir contra a corrente "saloia" e "provinciana" da opinião do seu país. É um "intelectual" com a ilusão de tudo saber, infeliz por ter nascido nesta bagunça. No entanto, acho inaceitável essa defesa de um acto que, além de ofensivo, é porco. Além disso, tal como a Sr. Maitê quer vender livros seus em Portugal, também o senhor pretende ganhar dinheiro no Brasil com os seus romances bacocos. Creio ser essa a razão defesa que fez da sua "donzela" mal-educada.

Com os meus melhores cumprimentos,

Marcel Paiva do Monte

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