publicado por nobilissimavisione | Sexta-feira, 13 Novembro , 2009, 12:26

A dança de nomes para os cargos europeus ganha uma contida animação: depois de despachado o caviloso Blair, e extasiada a audiência com o carismático Juncker (a reavivar as alegres memórias da Comissão Santer), eis que surge uma personagem misteriosa, o estreante H. Van Rompuy, cujas qualidades são de todos desconhecidas, inclusivé na Bélgica, de que é Primeiro-Ministro há uns longos 11 meses, a habilitar-se ao cargo de mestre de cerimónias. O outro cargo, muito mais interessante, mas enigmático, do «Alto Representante para a Política Externa» (Política Externa de quem?), parece que ninguém lhe quer pegar. Parece que o assunto transbordou para a política interna, ao nível paroquial, a propósito da suposta possibilidade de eleição de Vítor Constâncio para o cargo de Vice-Governador do BCE. Aqui todos agradeceríamos se o Dr. Constancio transportasse os seus comprovados pergaminhos técnicos e a sua imensa sagacidade política para outros ares.

 

Mas a questão dos cargos resolve-se facilmente. Como sucede naquelas empresas familiares de alguma dimensão em que ao fim de duas ou três gerações os descendentes degeneraram, é preciso ir contratar fora. E ninguém melhor que o Bill Clinton, amigo da Europa, por boas e más razões. O homem está desocupado. Paguem-lhe razoavelmente e ele desencamina a Sr.ª Clinton para vir também, para «Alta Representante». Conseguiriam entreter-nos muito melhor do que qualquer dos acima citados.


Franciaco Tavares a 13 de Novembro de 2009 às 14:11
Para uma "visão nobilíssima", o primeiro parágrafo aceita-se, mas são questões pacíficas, as abordadas. O segundo parágrafo é que é, claramente errático. Bill Clinton não deve adaptar-se ao estilo político europeu. Logo a sua mulher também não serve para «Alta Representante». Na Europa, há com certeza, talentos bastantes para definir e executar uma política externa que defenda os interesses europeus. Não parece, no entanto, bem, que eles devam procurar-se nos países do Benelux. Embora como defende Angela Merkel, eles devam proceder de um país médio-pequeno. Para presidente há um finlandês cujo nome não lembro que já foi primeiro-ministro. Para Alto Representante podia ser alguém da Áustria, Suécia ou Dinamarca.

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