publicado por nobilissimavisione | Quarta-feira, 05 Maio , 2010, 15:00

 

Foi uma das actrizes mais espantosas do início dos anos 80 (a época da minha adolescência). A sua entrada em cena foi fulgurante, com o díptico de Coppola - The Outsiders + Rumble Fish. Pouco depois, as coisas começaram a correr menos bem, sobretudo com The Cotton Club, mais uma vez de Coppola. O filme tem cenas magnifícas - como aquela em que Diane Lane está sentada, nua, na obscuridade, no colo de Richard Gere, e nas suas costas desenham-se as sombras (em forma de borboleta?) das cortinas (ou das persianas? Já não me lembro bem - já lá vão 25 anos!), mas é (demasiado) complexo e, como a maior parte dos filmes de Coppola, é - a meu ver - um filme falhado. O insucesso do filme reflectiu-se também de forma intensa sobre a carreira de Diane Lane, que, com menos de 20 anos, decidiu fazer uma pausa. Diz-se que fez um comeback muito bem sucedido (mas muito dilatado no tempo...), sobretudo num filme de Adrian Lyne, de 2002, Unfaithful, que não conheço; mas vi-a no Perfect Storm sem me ter apercebido que era ela. Ao contrário de actrizes como Katharine Hepburn ou Meryl Streep, cuja persona pública vai mudando e evoluindo, mas é reconhecível, Diane Lane não parece a mesma. Matizada a sua beleza e esvaído o seu talento, vi-a agora numa comédia assumidamente pateta e inofensiva, com um ar deslocado e distante. Da luminosidade inicial, que combinava já nessa altura com um lado muito sombrio, e que a singularizava, parece não ter restado nada.

 

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